
Eu amo, tu amas, ele ama. Nós amamos, vós amais, e eles amam. É bem fácil conjugar esse verbo né? Mas sentir o amor é um pouco mais difícil que o esperado. As pessoas ouvem e dizem “eu te amo” como se estivessem ouvindo ou dando “bom dia” e a cada dia que passa isso vem se tornando cada vez mais “normal”. Amor, amor, amor. O amor é um tanto que complicado. É ver os defeitos e mesmo assim relevá-los, é estar disposto a se doar sem esperar nada em troca, é o que une as pessoas por um motivo tão óbvio que chega a ser inexplicável. Muitos nascem crescem e morrem sem saber o que é o amor, pelo menos é isso que ouço por aí, mas não me venha com essa de que “ninguém me ama, ninguém me quer”, pois desde o momento em que estamos ainda sendo gerados, existe sim alguém que nos ama e sempre nos amará: Deus. E isso prova que todos no mundo são e serão eternamente amados, mesmo que nem todos saibam disso ainda. Amar é ceder, é se importar e saber dar valor ao que se tem. O amor é belo, e é bom. É linda a forma como o amor consegue mudar as pessoas, e muitas vezes mudar pra melhor, como consegue fazê-las querer ser melhor. O amor supera a beleza e a estética, vai muito mais além desses modelos de perfeição que a sociedade impõe, porque ele também não é perfeito. Do meu ponto de vista, ele também tem suas dificuldades – que prevalecem na maioria das vezes. Mas quando é verdadeiro, ele persevera e acima de tudo, prevalece. E por mais que se baseie na felicidade, ele não é como nos contos de fadas com o tal “e viverão felizes para sempre”, ele enfrenta mais barreiras, dragões e bruxas do que momentos em que o príncipe carrega a princesa em seu cavalo branco por um caminho perto da floresta. Mas também não é esse bicho de sete cabeças que dizem ser, não é o destruidor de corações, de sentimentos. O amor é inofensivo, e está longe de conseguir machucar alguém. O que machuca é senti-lo sozinho e sofrer por não conseguir esquecê-lo. É isso dó sim, mas também não é motivo pra desistir do amor ou sair julgando-o por aí como se ele fosse o pior dos piores sentimentos do mundo. O amor vai além de palavras, vai além de declarações e poemas. Ele precisa ser sentido, precisa de provas não apenas de poesias bonitas. Pra mim, amar é quase como pular de um penhasco para o mar. Você não pensa nas dificuldades que pode enfrentar durante a queda, só pensa na adrenalina, na diversão, só pensa em fugir da rotina e se arriscar pelo menos uma vez sem ter a certeza de se realmente vai valer a pena ou se vai dar certo. Amar não é apenas sentir uma “forte atração física”, amar é ver o interior e não se importar com o quão defeituoso ele é. Sorrisos, lágrimas, abraços, brigas, brincadeiras, decepções, alegrias… Isso sim faz parte do amor. E sabe, pode até ser que existam coisas piores ou melhores que o ele, mas acho que nunca haverá nada parecido. Pois poderíamos viver sem muitos sentimentos – inclusive os negativos. Mas, se não existisse o amor, viver perderia o sentido. — Isabella (inesgotavel)

Descansei o espírito, desfiz as malas e larguei de andar de um lado para o outro sem rumo certo. Decidi por mim mesma, não precisei que ninguém me dissesse o que fazer, decidi felicidade, aconchego. Decidi olhar mais para o lado positivo das coisas, ver beleza no mundo, enxergar bondade num emaranhado de decepções, bem como ‘Pollyana’ fazia nos livros de Eleanor H. Porter. E digo mais, deixei de lado poesias melancólicas de autores famosos e frases clichês de amores passados e as substitui por uma boa e grande dose de rock britânico e pop americano. Rasguei minhas roupas, dei novas cores a elas e renovei meu astral junto com o guarda-roupa, guardei as mágoas num lugar bem escondido, tão bem escondido que seria capaz de dizer que até esqueci onde é. A partir de agora darei prioridade para mim, para minha alegria. Quero pensar muito bem antes de tomar minhas decisões e de criar situações. Decidi cuidar de mim, me isolar da ignorância e da hipocrisia criada em cima de coisas pequenas; afastarei de algumas coisas, não para sofrer, mas para tentar ser mais feliz ainda, porque hoje me dei conta de que quem realmente faz mal são as pessoas. Ah pessoas, estragam esse nosso mundo. Mas quer saber? Fodam-se, quero mais é mais é ser feliz, feliz além da conta, feliz de um tanto que chegue a incomodar, e acho que definitivamente todos vocês deveriam fazer o mesmo. Quero ter meu mundo em minhas mãos, sem dependência de ninguém, ter o controle da minha jornada, sem vírgulas e pontos finais que possam me machucar no meio do caminha. Quero sentir a leve brisa de todas as manhãs e trazer essa leveza para o meu coração e minha alma. Sem palavras clichês, sem melancolias de musicas românticas, sem felicidades forçadas. Sem qualquer pedaço de lembrança que me faça recordar do meu passado atordoado. Vou guardar o restinho de ingenuidade em um baú, caso algum dia eu precise usá- la. Vou descansar meu interior que sofreu por amores imperfeitos – aliás, amores perfeitos nem existem. Não se impressione com o resultado de anos de máscaras e de sorrisos, não se impressione com a vivacidade rara que de agora em diante reinará em minha vida. E se vierem me julgar, mandarei todos à puta que os pariu e quem não gostar que vá caçar encrenca em outro lugar, não viverei mais para agradar, cansei dessa historinha infantilizada a que muitos se prestam. Ninguém vai mudar esse meu propósito de futuro, cansei de ser capacho de tanta falsidade e hipocrisia, cansei de ser leva e trás de sofrimento, cansei de dúvidas e farsas, mentiras e expressar opiniões que nem minhas são. Agora é oito ou oitenta, sem meios termos. Sem romantismo, sem amor barato e breve que só serve para causar dores.
- Agora somos eu e eu, o resto que espere, e a nova ordem é ‘ ser feliz e nada mais’. Mariana, Thays, Kallyta (Igualadas).

Hoje mais cedo fui no porão procurar algums bagulhos velhos e encontrei um livro todo empuerado, soprei a capa e no título havia escrito “A última lembrança”. Era um livro velho, o mesmo aparentava isso, eu abri numa página qualquer e encontrei um bilhete, sem muito o que fazer coloquei o livro aberto sobre uma mesinha velha e também coberta de poeira, assim como quase tudo que se encontrava naquele porão abafado e pequeno. Eu abri como quem não queria nada e comecei a ler o que tinha escrito, as letras eram enormes e cheias de voltas, bem detalhadas e feitas como se fosse convite de casamento. Nele havia escrito:
“Olá querida, há exatamente sete dias, mais conhecidos como uma semana que não a vejo, não ouço sua voz muito menos sinto seu cheiro, de príncipio eu não sei o que lhe escrever mas tudo o que quero é que saibas que ainda estou vivo e que sinto saudades do seu colo aconchegante e sua boca carnuda. Eu estava ouvindo em uma vitrola velha aqueles discos que ouviamos a sós na sala de frente para a porta principal da casa dos seus pais, acompanhados daqueles vinhos carissímos que valiam por todo o meu salário do mês. Estava ouvindo e me lembrando de ti, dos teus braços branquinhos e cheios de pintinhas morenas, dos seus cabelos pretos e lisos e de seus olhos que brilhavam mais que o lustre da cozinha. Derrepende me bateu uma saudade, um vazio, uma falta enorme de você aqui comigo, um medo, ou melhor dizendo, uma insegurança maior que o mundo de não de ter mais nunca. Meu amor, lhe envio essa carta para que se lembre de mim em todos os momentos da sua vida, para que não se esqueça que mesmo longe eu te sinto perto a cada vez que olho na varanda o mesmo céu que nos cobre. Guarde essa carta onde puder, e te guardarei sempre em meu coração.”
Olhei bem para o papel e por uns 30 segundos permaneci intacta, imóvel, imaginei cada cena como se estivesse passando o filme em minha cabeça, eu passei mais um pouco as folhas e havia uma solta e em branco, ao lado dela se encontrava uma rosa amassada e mucha, nela estava escrito: “Uma rosa para a rainha das flores”. Naquele momento eu fechei depressa o livro e sai correndo em direção ao meu quarto, eu entrei, tranquei a porta e me sentei sobre a cama, peguei a almofada mais próxima e abracei-a com toda a minha força, me senti como se estivesse te segurando o mais forte que pudesse para não soltar nunca mais, me senti como se estivesse em plena despedida de você para um destino mais distante possivel, me senti só, sozinha, somente eu, me senti abandonada, como todos os dias que passei trancada como numa sela, mas como se estivesse preferindo estar lá, eu lembrei dos detalhes daquela carta e só pude sentir as lágrimas escorrendo em meu rosto triste, eu olhava para o lençol da cama e via cada lágrima caindo em cima do mesmo, e paceria que eu estava vendo pequenos pedacinhos de mim indo embora para bem longe, para muito longe.

Você nunca parou para pensar, que por debaixo dessas minhas roupas grandes, mesmo em dias quentes, podem haver cortes, cicatrizes, até mesmo feridas? Ou que alguma coisa estivesse errada? Você nunca imaginou que eu poderia esconder algo por trás de tantos sorrisos? Ou que eu poderia ter essas artimanhas, não é mesmo? “Uma moça tão linda e perfeita, tão comportada e querida por que faria uma coisas desta?” Seria um absurdo não?! Sabe vou te contar uma coisa, ando me afastando de coisas, ando me afastando das pessoas, estou cada vez mais fria, mais amarga, e os culpado disso são os cruéis seres-humanos, eles me julgam tanto, só julgam os meus erros, não dizem nada a respeito sobre as “tais” coisas boas que faço, por quê? Vocês me julgam, me criticam sem me conhecer ou conhecerem o meu passado. Eu tento disfarçar a minha dor, mas as vezes ela é insuportável demais para aguentar, então eu me corto, depois eu escondo e ninguém percebe. É um ciclo. A verdade é que ninguém se importa se realmente estou bem, apenas perguntam por costume, mas não por se preocuparem comigo. Tem dias que canso de sofrer, canso-me de ouvir esses blábláblás todos[…] E a única forma que encontro de me livrar de toda essa pressão, de toda essa angústia, de tanta dor é fazendo isso, cortando-me, cada vez mais. Não, eu não quero me machucar, eu quero apenas me castigar, eu quero apenas me punir, assim como fazem comigo. Enquanto me corto a dor parece sumir, mas não some, ela continua lá, aqui dentro de mim. O meu ódio vem aumentando com o tempo e quanto mais esse ódio se acumula, mais a minha frieza aumenta. E chorar já é se tornou uma rotina, as minhas lágrimas escorrem e até me acalmam, mais não curam. Todas essas feridas podem não durar para sempre, mais acredite um dia elas se tornarão cicatrizes e nunca mais as marcas que elas deixaram serão apagadas, será como no meu coração, as feridas nunca irão sumir totalmente, não mesmo. As pessoas pensam que não vai ter volta, pensam que tudo irá ficar como sempre é, mas não, o tempo passa, e as coisas mudam, as vezes pra pior, outras vezes pra melhor, no meu caso, o tempo passou e me mudou pra melhor, agora eu sou outra, ninguém mais me reconhece, pois eu mudei totalmente, meu jeito não é mais o mesmo, e meu pensamento também, eu estou aprendendo a viver do jeito certo, sendo grossa, direta, e ignorante, é preciso ser um pouco assim para viver nesse mundo de gente insignificantes. Sou uma espécie de segunda opção, na qual as pessoas se esquecem de mim, e me deixam de lado. Me encontro num abismo pessoal, onde ninguém mais consegue me entender, ninguém mais me enxerga como antes, muito menos eu. Ando precisando de um alguém que me dê conforto, e me faça se sentir segura. Mas como todos nós sabemos, nesse mundo, do jeito que anda, nós nunca encontraremos alguém assim. As pessoas são ingratas, e nem pelo menos tentando nos intender. Quando esse pesadelo todo vai acabar? Será que irei continuar nessa dor imensa? Pelo amor de Deus, alguém me ajude! Grito e esperneio, mas por incrível que pareça, ninguém pode me ouvir. Nay + Raíssa + Carla + Carol [insolúveis]